30/09/2009
HOMME EN COLÈRE
Não paro de pensar em mentiras.
Sou feito de maldade, maldade essa que move minhas mais profundas vontades.
Sou mesquinho!
Penso só em mim e em quem amo, isso quando amo. Se bem que eu não sei se sei o que é amor, é querer bem? Mas o que é o bem no meio de estranhas intenções.
Perdi o sentido da vida agora que descobri tamanho descaso com o sentimento alheio. Tanto desrespeito com quem sempre fingiu me respeitar, devo fingir também?
Anuncio aos meus amigos que não dou a mínima. Claro, continuarei enchendo meu nariz de pó e vocês continuaram me fornecendo. E continuarei fornecendo a vocês sempre que me sentir carente de companhia.
A vocês, mulheres, continuarei doando meu sêmem para suas iludidas bocetas emborrachadas, mas não se apaixonem por mim que não amarei-as. Não amarei!
Desde quando voltei do inferno que venho percebendo que nada disso vale a pena.
Estudar e me prostituir, vender minhas ideias para hipócritas lucrarem. Compro ideias de idiotas e lucro com elas.
Plantar, e dividir oxigênio? Não mais, não que eu algum dia tenha feito isso, mas já pensei seriamente em colaborar. Sem colaborações, agora foda-se, não me ajudaram. Farei com o mundo como fez comigo, praguejarei até o fim! FODA-SE!!
Brincar, brincar? De que? Polícia e ladrão. A graça já se foi, o mundo é uma merda, concordem, e eu sou a maior delas. Assumidamente, sem hipocrisia.
Vendo drogas para menores, para maiores, para pobres, deficientes e padres. Dou drogas para menores.
Sou quase um homem morto, porém satisfeito com tamanha honestidade!
Por: Ana Flor vejam ótimas postagens no blog: http://femmeencolere.blogspot.com
26/09/2009
Elegia

Deixa que minha mão errante adentre atrás, na frente
Em cima, em baixo, entre
Minha América, minha terra à vista
Reino de paz se um homem só a conquista
Minha mina preciosa, meu império
Feliz de quem penetre o teu mistério
Liberto-me ficando teu escravo
Onde cai minha mão, meu selo gravo
Nudez total: todo prazer provém do corpo
(Como a alma sem corpo) sem vestes
Como encadernação vistosa
Feita para iletrados, a mulher se enfeita
Mas ela é um livro místico e somente
A alguns a que tal graça se consente
É dado lê-la
Caetano Veloso
23/09/2009
Mim falou pra Eu
Mim senti covarde por pensar antes, que não ia dar em nada!
...e mesmo assim Eu também quis, Eu deixei ir
Mim permiti ofuscar com seu brilho passageiro...
Trazendo a tona Mim feridas...que Eu bem sei “ se são Mim, são Minhas”
...mas também não importa, Eu nem tive tempo de te falar o quanto foi bom
...Você nem prestou atenção, será que não era Você não?
...tudo bem, surreal né ! Já passou, Eu quase já arranquei de Mim
...ah de chegar o dia onde dois dancem a mesma melodia
...ah de chegar o dia que acabe algumas futilidades
Onde não mais (cadeia alimentar) carne pela carne;
Vai saber, as vezes por:
-conveniencia, conversa,
diversão, cachaça
e na verdade, se pá era sonho, foi viajem..
Acalanto para um punhal
Dorme punhal, coração
Dos irmãos dos cavalos
Ponta de sal na raiz dos gemidos
Arma branca das trevas, arma branca das trevas
Invejará o ardor
Do teu aço na flor
Que esconde a beleza em profundas crateras
Sangue na prata da lua, na prata da lua
Fere a paixão no capim
Dorme em leito carmim
Clarão, violão
Mesmo sol de Granada
Acordarás com meu grito, acordarás com meu grito
Rasga o silêncio do amor
Mancha o leito de dor
Punhal, violão
Amanhece a campina.
Música: Acalanto para um Punhal
De: Robertinho de Recife, Fagner, Fausto Lino
20/09/2009
Benção mamãe à benção papai

Salve Dª Geralda: onde eu sou mais intensa, quando levanto a cabeça e parto pra luta sem medo de errar, quando penso que existe um Deus , que nos guia nessa labuta; onde sou mulher “direita” e nem na espreita me perco na bagunça, onde sou responsável e consciente de todos os meus atos, quando sou toda humana, admiro as plantas e me deixo fascinar; onde sou mulher pra amar, quando zelo pelos meus, quando reparto o que de suma “seria” só meu. Onde me assumo mulher negra.
Mamãe: onde sou guerreira, quando não sinto medo de enfrentar; onde me sobra coragem e resistência, sem dia nem hora pra acabar.onde a vida xicoteia minhas andanças e mesmo sensível,triste eu não desanimo encontrando forças pra continuar. Mulher que hoje é exemplo de GARRA, que vive em Minas respirando seus ares, reluzendo coragem de toda sua história de vida.
Salve Sº Vava: onde sou toda teimosia, quando parto pra briga e nem quero saber de conversar, onde eu também sou criança que adora sorrir e brincar, onde levanto bem cedo traço os planos e vou logo trabalhar, e quando trabalho tenho o “meu” pra me sustentar, quando opto pelo simples, onde numa vida simples, sem milongas o que realmente importa é ter pra comer e ainda poder sonhar.
Papai: onde o exemplo é de luta perseverança, mesmo não tendo por vezes com que contar, onde a honestidade tem vez, onde o respeito pelos antepassados fez sempre questão de frizzar, onde mora 1 Deus que olha pelos seus;onde hoje vive tranquilo as marges do Rio São Francisco. Homem que com todo sufoco da vida, hoje aposentado VIVE sossego no seu lar.
De dentro de mim

Sabe de uma coisa
Odeio menstruar!
Odeio ficar mais chata do que já sou!
Odeio absorventes, todos eles!
Odeio tomar remédio pra passar cólica!
Odeio sentir cólica, dores nos seios, dores nas costas!
Odeio todos aqueles machistas que adoram dizer:
{eitha bicho ruim, sangra todo mês e não morre}
Odeio ser sensível demais
Odeio quando meu útero chora tanto sangue por não ter sido fecundado!!!
Odeio porque todos os meses, eu não fico menstruada e sim “monstruada”
Praticamente uma homicida (nem gosto de me olhar no espelho) earggg
Amo quando percebo voltar ao social
Amo quando volto a conversar com minhas plantas, e amigos
Amo quando sinto o amor em mim.
De anciosa que sou me pego pensando
Mês que vem lá vem sangue
[odeio
Tudo de novo!
Reflexão
A semente que germina
No momento presente pulsante agora
Energia
Somos no mínimo
Tudo o quanto ou tanto
...o que pensamos
o que fazemos!
Somos tão e só 'mente'
Responsáveis por nós mesmo
...transformação; atitudes; ideias; estórias mutação
entre dúvidas vivências
impossibilitamos realizações
quanto mais expectativas menor a condição de troca,
entendendo isso,
adquirimos experiências valiosas, e conseguimos de fato
travar relações interessantes com a realidade.
As decepções por são vezes inúmeras,
por outras de modo a equilibrar com acertos.
estamos todos a uma grande distancia da naturalidade
a intensidade do amor é a medida do nosso comprometimento com a nossa existência e a do outro, um espelho no qual podemos observar a nossa atuação no mundo
18/09/2009
CAPULANAS

A arte negra é fundamental para a sociedade desde sempre condicionada.
Outro cenário...
Dessa vez a Escola...
Capulanas mostrando a todos outra forma de perceber o mundo. Publico alvo, 200 alunos de 16 à 20 anos de idade, com o espetáculo “Solano Trindade e Suas Negras poesias” plantando questionamento, curiosidades, da veracidade à ludicidade da mulher negra!
A Cia Capulanas de Artes Negras é a excelência da subjetividade e da criação, podendo assim mudar a visão do mundo de todos que com o espetáculo se banha, transpondo a arte por meio da libertação, da sabedoria, da diversidade e identidade dos povos, desenvolvendo o equilíbrio e a integridade da mulher negra!
...ah se há tempos tivesse essa oportunidade de me ver tão bela em vivências e negras poesias.
[acredito que teria me assumido mulher negra antes, sem tanto sofrimento.
Essa linguagem de arte é essencial para condição humana, para a liberdade, e de tudo que no universo cresce.
Àsé.
14/09/2009
A carcaça que o sistema fez

É isso mesmo!?
Existe um padrão estético imposto?
E você o que faz?
...é tudo tão etéreo, errante e veloz E você o que faz?
Perde-se em meio ao sistema?
Ou assumi o que de fato é!
Será, que você está aprisionado?
Desde sempre condicionado.
Onde é que fica a essência?
A elegância por excelência!
Me diz...
Qual é a sua natureza?
Onde é que fica amadurecência...
Ao homem resta a alma
No mais uma carcaça
01/09/2009
Antes fosse imaginário

Tanta busca
Tanta busca
Que me apego na ausência do por que
Desprezando o perecível
Na busca dos porquês
Ei você me diz...
Se prender? A longa data que eu treino o desapego
O que resolve?
Preso tanto a liberdade,
e no entanto
Vira e mexe me apego numa ‘coisa”
Me enrosco em outra
Isso quando eu não cismo
Um depósito do nada
A escrita minha válvula de escape
Estou cansada de discurso burocrático, de competição,
interesses sociais, aceitação
Silêncio
Silêncio
Na verdade...
A sua cabeça sabe
O que te faz melhor!!!
É tudo tão precário e veloz
Não se acostume com o que não te faz feliz
Por que não tem uma formula?
Porque? porque ?
O quanto pensa nas palavras rasgadas no papel...mas não sentida
Será esse um desabafo...uma tentativa
Tanta busca
Tanta busca
Que acabo me deixando de lado
Em profundidade te digo
To cansada de tudo isso