22/02/12

Onde está você homem preto...

Quero que meu homem entenda o meu jeito de fazer as coisas que me trate com os modos de uma rainha nagô, e esteja livre da esfera psicológica da dominação colonial e venha pra mim cheio de amor.

Homem esse que dialogue com minha boca carnuda, que sinta o sentido que a sua ação faz em mim, essa consciência que liberta a mente, alterando estruturas sociais existentes.

Homem esse que se reconheça nos meus cabelos que crescem para o alto, que se delicie nos meus seios fartos, que entenda que as minhas ancas largas precisam de espaço... em pernadas que suam com a sua presença, dos pêlos e bicos eriçados, da pulsação do coração em momento de gozo, façamos jorrar essa negritude de amor, vamos nutrir o conhecimento espiritual, vamos experimentar a força do amor caminhando na fonte de desejo e deleite.

Homem que tenha raça, que seja retinto na cor. Vamos pro gueto no pretoguês só da gente, faremos juntos a revolução do malês e da mente.

Homem que tenha asè pra somar no meu asè, que se misture no zambê da nega, que sinta a energia do tambor e o néctar da raiz, transcendendo junto a mim em feromônios ao patchouli.

Homem esse que tenha princípios de respeito, que saiba da nossa história se sinta e se assuma preto.

Por onde anda você homem preto?

14/02/12

A lua e eu

Lá fora a lua brilha, inspira
Dentro o amor é mel
Na boca saliva o gosto do fel
Lua viva em noite morta, sozinha
perdida em pensamentos...
a dor vem quando tento
inutilmente alcançar o entendimento
Fazendo carícias como um punhal que fere o peito
Havemos de combinar ó lua que brilha.
Ilumina-me!!!
Declame um poema estilo bossa
Onde eu não fique mossa
e possa
 Ressurgir no olhar da alvorada
Linda e brilhante como tu
pra uma nova caminhada
Sem medo e nem rancor
Chega de dor!
 Afinal
sou guerreira
 mulher preta
E cultivo o amor.

05/01/11

Ná nanananá nananá nananá ninguém vai nanar!

O busão na Dutra. 44 poetas bordo. Sampa no retrovisor.


Bay Bela Vista. Treze de Maio. Partida e retorno. Oxalá permita.

Naná ninguém vai naná amanheceu serra. Baixada fluminense.

GPS criticado. Sarro. Ramos na expectativa. SESC abrigo. Elegância atendimento.

Café da manhã. Reconhecimento local. Cacique. Imperatriz Leopoldinense. Um calor danado. Suadouro. Piscina pra quem pode. Barraca da Célia cerveja várias.

Almoço farto. Naná ninguém vai naná. Vem a tarde. Morro do Alemão! O sarau pede licença pra chegar!

A ocupação. Nossas dúvidas. Povo. Soldados. Patrulhas. Quem chega trazendo versos estranhos? O pacífico teleférico na linha circula.
Temores. Igual desconfiança. Mesma alvenaria. Tijolo sobre tijolo. E a massa mole. Dura realidade migra e acrescenta quartos até onde alcança a vista.

Pro excedente muita gente se obriga ir. Lá é comunidade. Aqui é periferia.

Naná ninguém vai naná. Rio de Janeiro! O bonde dos poetas trafega conhecidas novidades. Morro Santa Tereza. Arborizada Oriente. Tá ficando quente! Chegamos à escadaria.

Declive acentuado. Degraus armados. Tá ficando quente!

O boxixo. Atmosfera. Disformes construções cercados. A broooonca!

- Fotografar o quê?

As biroscas. Não é tv. Vê? A mesma pobreza. A mesma desigualdade. Imagens permitidas.

Os poetas pedem licença pra chegar! Num beco de poucas saídas, os trovadores traficam poesia. Tambores em brasa. A estranheza. Quem são esses?

Olho no olho. Atitude. Do fundão do meu coração... fica com o boné, parceiro! Bolo compartilhado. Salsicha escondida.

Tem banheiro? Não! Um sorvete, por favor. Gelado?

O fuzil sobre o joelho do menino do Rio mira longo alcance.

Olhares revólveres. A banca. Cabreiragem. Ladeira não permite fallete nada.

Respirar devagar. Medir passos. Um a um. Avançar e subir longos íngremes minutos.

Naná ninguém vai naná. Alívio. O buso recorta e estreita direção ao Morro dos Agudos. Nova Iguaçu. Grande Rio. Uma hora distante.

Nos achamos no Enraizados. Palco. Microfone. O versejar do rap é familiar. Declamar e pernoitar no espaço Preto Góes. Ferve imaginação. O pavor virou fumaça. Churrasco. O Augusto rouco. Sem voz. Que Deus o conserve assim até amanhã de manhã.

Improvisado banho. Cada qual se estendeu na bruma que trouxe. O chão.

Cinco horas da matina ainda embala naná ninguém vai naná.

Abacaxis na feira domingueira. Nada nos diferencia. Rostos e sotaques. A padaria sob calor. Improvisamos água. Vodca. Assembléia.Do questionamento bebemos.

Sorver o divisor. Longe Cristo redentor. Ponte Rio Niterói liga. Todos são negros. Todos são brancos. Meio negros meio brancos. A praia é mais extensa, Ipanema!

Penso na tal garota. Mergulho na onda. Tombo. Quarenta graus. Um real a chuveirada:

- Ô alemão! Você é muito gordo. Tua ducha é mais cara, cara!

Do mel ao Borel. Pão de Açúcar avisto. Ônibus ao pé planta. Kombis serpenteiam encostas. Rampa rompe princípios, precipícios...

No topo, a Chácara Cantinho do Céu. Olha o nome! Olha a paisagem.

Que ares são esses? Altíssima visão geográfica. Iluminada. Toda maravilhosa. Agora entendo alcunha cidade.

Recepção. Calor humano. Galinhada esperta. Soberba laje. Degusto doce. Inveja dos bacanas abaixo olhando acima. O pacificador tem olhos. Olhos imobiliários.

Paulistano vil. Não viu porra nenhuma.

Seu Gabeira, seu Gabeira. Poeta. Declamador. Acolhedor. Na Igreja Velha nos recepcionou com o Sarau Rajada Poética.

... Não é essa guerra toda. A guerra é do governo. De seus interesses...

O barco é o mesmo. Pátio aglomerado. Convés. Poetas remam versos. Literatura não afasta. Une. Perifericamente falando.

Quase meia-noite. Crianças empinam pipa e jogam futebol no campinho iluminado.A liberdade está no asfalto ou aqui em cima? Ao lado, quartel de três soldados e um AR-15 garantem pacificação.

Uma voz interpela: ampliar cultura é trabalho de cada um. O incentivo começa em casa. Sem corrente nem mordaça.

Dança lágrimas em roda. Russa montanha. Fomos. Poesia não é had-bull, mas dá asas! Julio Ludemir, escritor carioca, estendeu a ponte por onde atravessamos.

Poesia na Brasa, Brasilândia. Elo da Corrente, Pirituba. Poetas do Tietê. Cidade Ademar, Vila Fundão. Suburbano Convicto, de São Miguel Paulista. O Sarau do Binho, de Campo Limpo.


Nanááááá ninguém vai nanáááááááá´!

Acesse htt://circulandoverso.blogspot.com
Por Marco Pezão

03/12/10

Salve 4 de dezembro Eparrei Oyá








Apesar de dominar o vento, Oyá originou-se na água, assim como as outras yabas, que possuem o poder da procriação e da fertilidade. Está relacionada com o número 9, indicativo principal do seu odú.
Oyá está associada ao ar, ao vento, a tempestade, ao relâmpago/raio (ar+movimento e fogo) e aos ancestrais (eguns). Na Nigéria ela é a deusa do rio Niger. É a menina dos olhos de Oxalá, seu protetor, e a única divindade que entra no Ibalé dos Eguns(mortos).
Oyá tem ligações com o mundo subterrâneo, onde habitam os mortos, sendo o único orixá capaz de enfrentar os eguns. Entre as individuações da multifacetária Iansã, uma delas é como Deusa dos Cemitérios.
Impetuosa, guerreira e de forte personalidade, é reverenciada no culto dos eguns. Em yorubá, chama-se Odò Oyà.
Oyá, em tempos remotos, era patrona (ou matrona) de uma sociedade secreta feminina, que cultuava os ancestrais (pessoas já desencarnadas pertencentes à religião), que denominamos Egungun. Foi o orixá Ogun que conseguiu acabar com a primazia das mulheres nesse culto, que passou a ser exclusivamente masculino. Mas, apesar disto, Oyá ainda é reverenciada nessa sociedade.
Oyá, segundo a mitologia, é um orixá muito forte, enfrentando a tudo e a todos por seus ideais. Não aceita a submissão ou qualquer tipo de prisão.
Faz parte de sua indumentária a espada curva (alfanje), o erukere, que usava para sua defesa, além de muitos braceletes e objetos de cobre.
Sua dança é muito expansiva, ocupando grande espaço e chamando muita atenção.
Duas espadas e um par de chifres de búfalo representam a imagem de Oyà.
Suas contas são vermelhas ou tijolo, o coral por excelência, o monjoló (uma espécie de conta africana, oriunda de lava vulcânica).
Seus símbolos são: os chifres de búfalo, um alfanje, adaga, eruesin [eruexin] (confeccionado com pelos de rabo de cavalo, encravados em um cabo de cobre, utilizado para "espantar os eguns").
Com Oxalá aprendeu sobre o uso do raciocínio e o dom da paciência. Por isso ela não desiste facilmente de seus objetivos, sabendo esperar o momento certo para conquistá-los.
Oyá é puro movimento. Não pode ficar parada, para não extinguir sua energia. O vento nunca morre, ele está sempre percorrendo novos espaços.

02/12/10

Sarau Elo da Corrente



A situação é a seguinte ...






O bar foi fechado por falta de licença de funcionamento. O Fiscal que veio até aqui é um plantonista, ou seja, não pertence ao escalonamento diario da area. Chama-se Edson Carvalho





Detalhe: 98% dos comércios da região não possuem tal alvará de funcionamento, sendo que as demais do bar do Santista documentações estão ok.





Outro detalhe: A Prefeitura de São Paulo, mesma instituição que fechou o bar do Santista, por meio da sub de Pirituba, financia um edital público da Secretaria Municipal de Cultura (VAI-2010) nesse espaço, pelas atividades do Sarau Elo da Corrente.





Nós estamos iniciando um Requerimento de Licença Eletrônica, que pode depende de liberação de senha no setor do Anhangabaú e depois abrir um protocolo na praça de atendimento





Tramite que é demorado ....





Sendo assim, precisamos que a Sub Prefeitura, autorize a abertura do bar, para que o Santista tenha um prazo de regularização, sem prejudicar seu orçamento e as atividades culturais previstas e financiadas pela Secretaroia Municipal de Cultura.

Conforme o Fiscal Edson, a responsabilidade de solicitar um prazo é do Supervisor de Fiscalização Sr. João Francisco Lopes. O mesmo estava na sub. mas não nos atendeu, informando a telefonista que sua presença dependia da situação e quando foi informado do nosso caso, disse que só retornaria do almoço as 14 horas, era por volta de 11:30. Solicitamos seu email institucional e a recepcionista nos disse que somente o mesmo poderia conceder seu contato

*

*





As informações que consegui sobre ele na internet são as seguintes:









JOÃO FRANCISCO LOPES





RF: 130.128-4,





SMSP -SUBPREFEITURA PIRITUBA / JARAGUÁ -





COORDENADORIA DE PLANEJAMENTO E DESENVOLVIMENTO URBANO





telefone: 3904 5999





Sobre as infromações contidas





no AUTO DE INTERDIÇÃO:





Nome do responsável: Claudio Ciriaco





Razão Social: Claudio Ciriaco e Filho LTDA. ME





Rg; 11. 957701-x





Endereço :





Rua Jurubim .788- A Jd Monte Alegre





05170-100





Telefone: 3906 0348





CODlog; 759643





Setor quadra: 124072





Lotes: 0083-6





Decreto: 13885/04





Motivo da interdição: Funcionando sem a devida licença Municipal





Desocupação: Total

processo administrativo; 2005.0314.049-6





Lacração: afixação de lacre de papel indicando interdição.



*

*





Estamos fazendo os contatos e tramites possiveis ..





Enviamos essas informações a Coordenadoria do VAI, por meio do Coordenador Gil Marçal , para que a Secretaria de Cuiltura também pressione a sub de Pirituba. Além dos amigos e parceiros que já nos acionaram para somar de diversas formas

18/11/10

Flor de Mulher


Pra ser flor há que ser raiz.
Nascida do ventre da mãe África.
Flores são sinceras. Fraternas e tem tal beleza.
São livres, são leves, hoje soltas.
Caminham na resistência.
Das Dores?
Quantos segredos tens!
Ondas que vão e que vem.
Pérolas Negras.
Damas esbanjando amores.
Telúrica transformando flores.
Mulheres guerreiras.
Amemos o sol, a lua e o nosso gueto.
No medo corajoso.
Coloco-me a pensar no certo.
Duvidoso?
Toda mulher é símbolo de flor.
São poetizas
...do livro
...da vida
...do puro amor.

05/10/10

Por que eu voto nulo! Por Daniel Fagundes

Cansado dos apelos mídiaticos, panfletos, outdoors, cartazes, conversas de boteco, etc... Eu me vejo vire e mexe tendo que prestar contas do por que voto nulo. E essa divagação é minha tentativa de explicar de forma clara meus motivos. Mas antes disso quero expor as defesas que mais escuto sobre o "poder transformador do voto". Até para que não pareça que quero fazer apologia ao voto nulo, como se só isso bastasse, então vejamos a defesa para que o réu possa posteriormente se colocar.




Primeira fase do discursso:

-Quem cala consente, se você não vota no menos pior legitima o pior de todos, não?



Segunda fase:

-Como assim pessoas morreram na ditadura para que você tivesse o direito de votar e você simplesmente renega esse direito?



Terceira fase:

-Você é desses vanguardistas que acham que a sociedade vai mudar de um dia pro outro não é? Se não for pela política será como?





Pois é, esses são os discurssos mais recorrentes na tentativa de me fazer votar num canditado X ou Y. Já começa errado né. Oh costume maldito de jogar as mazelas do mundo pro indivíduo. Como se um super candidato fosse entrar no covil dos vilões do poder público e salvar à todos. Isso me remete uma frase de Brecht "Pobre do país que precisa de heróis". E é por aí que as coisas degringolam. Pois a minha angústia em votar em qualquer um dos candidatos que temos para votar é saber que o modelo não permite que as ações individuais sejam transformadoras. Melhorou, sim melhorou, mas por que será que melhorou? Foi o Lula nosso "presidente do povo"? Não, ele pode até ter feito bons projetos, mas de fato a transformação não é mérito desse indivíduo, até por que sabemos que sozinho ninguém constrói nada. E o projeto político dos últimos 8 anos foi uma construção coletiva, que inclusive passou por coligações com a direita mais conservadora do país. E ainda que melhor continua me desagradando. Mas o problema é muito maior que esta constatação, vejo que boa parte dos panfletários que insistem em me fazer votar no seu candidato levantam a bandeira do menos pior, aquele que entrará nas brechas do sistema e mudará a cara da política nacional. Pois para essa questão uso uma metáfora. Alguém já viu alguma pessoa entrar num daqueles córregos extremamente poluídos que toda quebrada tem, com pneus, sofá, merda pra todo lado, já viu? Já viu alguém entrar nesse lugar e derepente a água ficar limpa? Pois é, o contrário é o que mais acontece, o cara saí uma merda completa. Continuando a metáfora do corrego. Para que ele fique limpo precisamos por mais alguém ou alguma coisa lá dentro, ou precisamos insitar as pessoas a parar de jogar coisas na água?

O modelo político atual é uma farsa democratica. De primeira já se constata isso pelo tempo que é dado para a apresentação de propostas aos diferentes candidatos. Temos hoje praticamente 40% do tempo da propaganda politica destinada a 2 politicos privilegiado$ $e é que me entende... Democracia mandada pelo poder financeiro de um ou outro, tão desigual como toda a estrutura desse capitalismo selvagem. Poderia dizer que existem alguns candidatos coerentes, com discursos relevantes e tudo mais, porém como já disse anteriormente ninguém trabalha sozinho e muitos dos mais relevantes politicos não possuem base governamental, e seriam facilmente engolidos pelo corum da oposição. E para que tenham esse montante aliado só se compactuarem com as mesmas práticas nogentas dos candidatos mais eleitos, que passam por campanham super poluídas visualmente e ambientalmente, coligações com partidos e empresas da pior estirpe e discursos populistas e totalizantes. Ou seja para que esses caras sejam eleitos eles tem de deixar de serem quem são e assim sendo, não faz diferente alguma votar em um ou outro. além do mais não quero ninguém pra humanizar esse modelo economico vigente. quero mesmo é ver a massa na rua ciente de que pode viver melhor, por suas próprias ações e convicções. Essa é a política que acredito. a politica de rua, de vida, do olho no olho. Da prática social.

Outra questão que me pega é a confiança na urna eletrônica que o TSE nos quer fazer ter. Desculpe, mas o fato de termos tornado o processo de eleição em um processo digital é a meu ver mais inseguro do que foi antes. Pois é mais maquiado e obscuro. Me diz, você conhece alguém que trabalha na apuração de votos eletrônicos hoje em dia? Não né, pois eu também não, mas eu conheci pessoas que trabalhavam nas eleições na época da cédula de papel, contrário de hoje, onde tudo é muito maquiado e já apontou problemas sérios, como no caso do processo que ocorreu em 2006 nas eleições estaduais do Alagoas, onde 22mil votos simplesmente não foram computados nas benditas urnas eletronicas e ficou tudo por isso mesmo (saiba mais no link:http://softwarelivre.org/samuelcersosimo/blog/urna-eletronica-fraude-e-jurisprudencia-do-tse). O próprio governo engana a população, vi esses dias uma propaganda da justiça eleitoral que me deixou injuriado na TV. Primeiro por que o apresentador é um comediante, segundo por que fala do voto como se o nulo fosse como o branco e como se a pessoa estivesse se abstendo de seu papel quanto cidadão consciente. Que piada sem graça não? Porra os caras colocam um comediante pra ludibriar o povo representando a justiça eleitoral e eu é que sou inconsciente?! Se não bastassem o time de piadistas e artistas falidos que compõe a gama de candidatos pra votar eu ainda tenho que ouvir explicações do governo através de um humorista globalzinho tosco. Política é coisa séria por mais chavão que isso tenha parecido, é coisa séria e deve ser feita na rua, na luta. Na transformação de nossas comunidades e de seus membros, pois independente de quem esteja no "governo" temos o poder e o dever de cobrar qualidade de vida, pois independente de acreditarmos nesse sistema, pagamos impostos, então que sejamos criticos e ativos em nossa cotidianidade, pois isso é o que vai transformar de fato a sociedade!
 
Por: Daniel Fagundes
Disponível no blog:http://ncanarede.blogspot.com/

20/09/10

Oficina de criação literária c/ Marcelino Freire e livros Artesanais c/ Dulcinéia catadora, no Espaço Artmanha- GRÁTIS

As inscrições estão abertas para a Oficina de Criação Literária com o premiado autor Marcelino Freire, no Espaço Artemanha de Teatro, na Estrada do Campo Limpo nº 2706, subsolo, bairro de Campo Limpo, S/P.

As atividades acontecerão no mês de outubro, nos dias 02, 09 e 23, sábados, das 14 às 18 horas.Marcelino Freire nasceu em 1967, em Sertânia, PE. Vive em São Paulo desde 1991. É um dos principais nomes (e divulgadores) da nova geração de escritores brasileiros, designada “Geração 90”.

Escreveu, entre outros, “Contos Negreiros” (Prêmio Jabuti 2006) e “RASIF - Mar que Arrebenta”, ambos publicados pela Editora Record.

Vários de seus contos foram adaptados para teatro e traduzidos para outros países. Em 2004, idealizou e organizou a antologia “Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século” (Ateliê Editorial).

É o criador da Balada Literária, evento que, desde 2006, reúne anualmente quase uma centena de escritores, nacionais e internacionais, no bairro paulistano de Vila Madalena.

Mantém o blog eraOdito (http://www.eraodito.blogspot.com/), apontado em recente pesquisa da revista “Bula”, como um dos 20 blogs mais influentes da rede.

Transformando os textos produzidos em livro

Paralelamente, nos dias 16 e 30 de outubro, sábados, das 14h às 18 horas, no Espaço Artemanha, o Projeto Dulcinéia Catadora estará desenvolvendo a Oficina de Produção de Livros Artesanais.

Os textos criados durante a Oficina do Marcelino Freire irão compor o livro feito de material reciclável, produzidos pelos próprios alunos.

A Oficina de pintura de capas de papelão e confecção de livros tem como público alvo, jovens ou adultos. Não é necessário ter experiência com desenho ou pintura.

A atividade tem como objetivos mostrar uma forma original e acessível de produção independente, que possibilita a divulgação de trabalhos de escritores iniciantes.

Valorizar o papel do catador como reciclador, cuja contribuição é fundamental para o meio ambiente;

Proporcionar uma experiência de reutilização e transformação de um material muitas vezes descartado;

Desenvolver o potencial artístico e criativo através da livre expressão.

Inscrições grátis e número de vagas

São 30 vagas disponíveis e as inscrições devem ser feitas previamente comigo Lids Ramos, via e-mail: lidsramos.poesia@poiesis.org.br

O telefone para contato é 3331- 5549, com Lids, Cris ou Marco Pezão.

As Oficinas são gratuitas e fazem parte do Projeto Mapa da Poesia, da Poiesis - Organização Social de Cultura – e conta com o apoio do Espaço Artemanha de Teatro.

Endereço: Estrada do Campo Limpo nº 2706, subsolo, bairro de Campo Limpo, S/P. Telefone: 5844 – 4146