18/11/2010

Flor de Mulher


Pra ser flor há que ser raiz.
Nascida do ventre da mãe África.
Flores são sinceras. Fraternas e tem tal beleza.
São livres, são leves, hoje soltas.
Caminham na resistência.
Das Dores?
Quantos segredos tens!
Ondas que vão e que vem.
Pérolas Negras.
Damas esbanjando amores.
Telúrica transformando flores.
Mulheres guerreiras.
Amemos o sol, a lua e o nosso gueto.
No medo corajoso.
Coloco-me a pensar no certo.
Duvidoso?
Toda mulher é símbolo de flor.
São poetizas
...do livro
...da vida
...do puro amor.

05/10/2010

Por que eu voto nulo! Por Daniel Fagundes

Cansado dos apelos mídiaticos, panfletos, outdoors, cartazes, conversas de boteco, etc... Eu me vejo vire e mexe tendo que prestar contas do por que voto nulo. E essa divagação é minha tentativa de explicar de forma clara meus motivos. Mas antes disso quero expor as defesas que mais escuto sobre o "poder transformador do voto". Até para que não pareça que quero fazer apologia ao voto nulo, como se só isso bastasse, então vejamos a defesa para que o réu possa posteriormente se colocar.




Primeira fase do discursso:

-Quem cala consente, se você não vota no menos pior legitima o pior de todos, não?



Segunda fase:

-Como assim pessoas morreram na ditadura para que você tivesse o direito de votar e você simplesmente renega esse direito?



Terceira fase:

-Você é desses vanguardistas que acham que a sociedade vai mudar de um dia pro outro não é? Se não for pela política será como?





Pois é, esses são os discurssos mais recorrentes na tentativa de me fazer votar num canditado X ou Y. Já começa errado né. Oh costume maldito de jogar as mazelas do mundo pro indivíduo. Como se um super candidato fosse entrar no covil dos vilões do poder público e salvar à todos. Isso me remete uma frase de Brecht "Pobre do país que precisa de heróis". E é por aí que as coisas degringolam. Pois a minha angústia em votar em qualquer um dos candidatos que temos para votar é saber que o modelo não permite que as ações individuais sejam transformadoras. Melhorou, sim melhorou, mas por que será que melhorou? Foi o Lula nosso "presidente do povo"? Não, ele pode até ter feito bons projetos, mas de fato a transformação não é mérito desse indivíduo, até por que sabemos que sozinho ninguém constrói nada. E o projeto político dos últimos 8 anos foi uma construção coletiva, que inclusive passou por coligações com a direita mais conservadora do país. E ainda que melhor continua me desagradando. Mas o problema é muito maior que esta constatação, vejo que boa parte dos panfletários que insistem em me fazer votar no seu candidato levantam a bandeira do menos pior, aquele que entrará nas brechas do sistema e mudará a cara da política nacional. Pois para essa questão uso uma metáfora. Alguém já viu alguma pessoa entrar num daqueles córregos extremamente poluídos que toda quebrada tem, com pneus, sofá, merda pra todo lado, já viu? Já viu alguém entrar nesse lugar e derepente a água ficar limpa? Pois é, o contrário é o que mais acontece, o cara saí uma merda completa. Continuando a metáfora do corrego. Para que ele fique limpo precisamos por mais alguém ou alguma coisa lá dentro, ou precisamos insitar as pessoas a parar de jogar coisas na água?

O modelo político atual é uma farsa democratica. De primeira já se constata isso pelo tempo que é dado para a apresentação de propostas aos diferentes candidatos. Temos hoje praticamente 40% do tempo da propaganda politica destinada a 2 politicos privilegiado$ $e é que me entende... Democracia mandada pelo poder financeiro de um ou outro, tão desigual como toda a estrutura desse capitalismo selvagem. Poderia dizer que existem alguns candidatos coerentes, com discursos relevantes e tudo mais, porém como já disse anteriormente ninguém trabalha sozinho e muitos dos mais relevantes politicos não possuem base governamental, e seriam facilmente engolidos pelo corum da oposição. E para que tenham esse montante aliado só se compactuarem com as mesmas práticas nogentas dos candidatos mais eleitos, que passam por campanham super poluídas visualmente e ambientalmente, coligações com partidos e empresas da pior estirpe e discursos populistas e totalizantes. Ou seja para que esses caras sejam eleitos eles tem de deixar de serem quem são e assim sendo, não faz diferente alguma votar em um ou outro. além do mais não quero ninguém pra humanizar esse modelo economico vigente. quero mesmo é ver a massa na rua ciente de que pode viver melhor, por suas próprias ações e convicções. Essa é a política que acredito. a politica de rua, de vida, do olho no olho. Da prática social.

Outra questão que me pega é a confiança na urna eletrônica que o TSE nos quer fazer ter. Desculpe, mas o fato de termos tornado o processo de eleição em um processo digital é a meu ver mais inseguro do que foi antes. Pois é mais maquiado e obscuro. Me diz, você conhece alguém que trabalha na apuração de votos eletrônicos hoje em dia? Não né, pois eu também não, mas eu conheci pessoas que trabalhavam nas eleições na época da cédula de papel, contrário de hoje, onde tudo é muito maquiado e já apontou problemas sérios, como no caso do processo que ocorreu em 2006 nas eleições estaduais do Alagoas, onde 22mil votos simplesmente não foram computados nas benditas urnas eletronicas e ficou tudo por isso mesmo (saiba mais no link:http://softwarelivre.org/samuelcersosimo/blog/urna-eletronica-fraude-e-jurisprudencia-do-tse). O próprio governo engana a população, vi esses dias uma propaganda da justiça eleitoral que me deixou injuriado na TV. Primeiro por que o apresentador é um comediante, segundo por que fala do voto como se o nulo fosse como o branco e como se a pessoa estivesse se abstendo de seu papel quanto cidadão consciente. Que piada sem graça não? Porra os caras colocam um comediante pra ludibriar o povo representando a justiça eleitoral e eu é que sou inconsciente?! Se não bastassem o time de piadistas e artistas falidos que compõe a gama de candidatos pra votar eu ainda tenho que ouvir explicações do governo através de um humorista globalzinho tosco. Política é coisa séria por mais chavão que isso tenha parecido, é coisa séria e deve ser feita na rua, na luta. Na transformação de nossas comunidades e de seus membros, pois independente de quem esteja no "governo" temos o poder e o dever de cobrar qualidade de vida, pois independente de acreditarmos nesse sistema, pagamos impostos, então que sejamos criticos e ativos em nossa cotidianidade, pois isso é o que vai transformar de fato a sociedade!
 
Por: Daniel Fagundes
Disponível no blog:http://ncanarede.blogspot.com/

20/09/2010

Oficina de criação literária c/ Marcelino Freire e livros Artesanais c/ Dulcinéia catadora, no Espaço Artmanha- GRÁTIS

As inscrições estão abertas para a Oficina de Criação Literária com o premiado autor Marcelino Freire, no Espaço Artemanha de Teatro, na Estrada do Campo Limpo nº 2706, subsolo, bairro de Campo Limpo, S/P.

As atividades acontecerão no mês de outubro, nos dias 02, 09 e 23, sábados, das 14 às 18 horas.Marcelino Freire nasceu em 1967, em Sertânia, PE. Vive em São Paulo desde 1991. É um dos principais nomes (e divulgadores) da nova geração de escritores brasileiros, designada “Geração 90”.

Escreveu, entre outros, “Contos Negreiros” (Prêmio Jabuti 2006) e “RASIF - Mar que Arrebenta”, ambos publicados pela Editora Record.

Vários de seus contos foram adaptados para teatro e traduzidos para outros países. Em 2004, idealizou e organizou a antologia “Os Cem Menores Contos Brasileiros do Século” (Ateliê Editorial).

É o criador da Balada Literária, evento que, desde 2006, reúne anualmente quase uma centena de escritores, nacionais e internacionais, no bairro paulistano de Vila Madalena.

Mantém o blog eraOdito (http://www.eraodito.blogspot.com/), apontado em recente pesquisa da revista “Bula”, como um dos 20 blogs mais influentes da rede.

Transformando os textos produzidos em livro

Paralelamente, nos dias 16 e 30 de outubro, sábados, das 14h às 18 horas, no Espaço Artemanha, o Projeto Dulcinéia Catadora estará desenvolvendo a Oficina de Produção de Livros Artesanais.

Os textos criados durante a Oficina do Marcelino Freire irão compor o livro feito de material reciclável, produzidos pelos próprios alunos.

A Oficina de pintura de capas de papelão e confecção de livros tem como público alvo, jovens ou adultos. Não é necessário ter experiência com desenho ou pintura.

A atividade tem como objetivos mostrar uma forma original e acessível de produção independente, que possibilita a divulgação de trabalhos de escritores iniciantes.

Valorizar o papel do catador como reciclador, cuja contribuição é fundamental para o meio ambiente;

Proporcionar uma experiência de reutilização e transformação de um material muitas vezes descartado;

Desenvolver o potencial artístico e criativo através da livre expressão.

Inscrições grátis e número de vagas

São 30 vagas disponíveis e as inscrições devem ser feitas previamente comigo Lids Ramos, via e-mail: lidsramos.poesia@poiesis.org.br

O telefone para contato é 3331- 5549, com Lids, Cris ou Marco Pezão.

As Oficinas são gratuitas e fazem parte do Projeto Mapa da Poesia, da Poiesis - Organização Social de Cultura – e conta com o apoio do Espaço Artemanha de Teatro.

Endereço: Estrada do Campo Limpo nº 2706, subsolo, bairro de Campo Limpo, S/P. Telefone: 5844 – 4146

03/09/2010

Da Amiga Samanta...é Brasa.


...minha filhota...


A saudade que aperta o peito


Deixa manchas sonoras

e um leve sopro de angústia no peito.

Que assusta a mente confusa

A menina sol da sua vida

Vai pra longe mas deixa o coração

E a graça da vida são essas emoções

Sentimos na alma refletindo nos olhos, boca

pensamento.

Que as flores de maio invandam tua casa aflorando

graça e consolo para a próxima auvorada.



Beijão





Sá

27/08/2010

Último Tom


Corpos ficando nus
Pulsação acelerando
mente/alma/o meu sexo
Te querendo, te chamando

Abro a porta da selva
que é relva quente e macia
Descansa amor em meu ventre
Se embriaga nessa magia

Tão logo vem a loucura
Me perco no tempo e no espaço
Já não falo, apenas sinto
murmuro, exalo

O último tom de 2 corpos
Se fundem num só corpo
Tão forte é o enrosco
Da rocha mais dura
Com a flor mais profunda

Insônia que toma o  meu corpo
Gemendo em jato de tremor e gozo
Pelo fogo do teu olhar
Eis que sinto o amor chegando

entrelaçados...permanecemos
suados...
cansados...
substanciados...
Completamente amados
Voltando do espaço.

23/07/2010

Vamos chamar os bons ventos!

Vamos chamar o vento


Vamos chamar o vento

Vamos chamar o vento

Vamos chamar o vento



"É vista quando há vento e grande vaga

Ela faz um ninho no enrolar da fúria e voa firme e certa como bala

As suas asas empresta à tempestade

Quando os leões do mar rugem nas grutas

Sobre os abismos, passa e vai em frente

Ela não busca a rocha, o cabo, o cais

Mas faz da insegurança a sua força e do risco de morrer, seu alimento

Por isso me parece imagem e justa

Para quem vive e canta num mau tempo"





O raio de Iansã sou eu

Cegando o aço das armas de quem guerreia

E o vento de Iansã também sou eu

E Santa Bárbara é santa que me clareia





A minha voz é vento de maio

Cruzando os mares dos ares do chão

Meu olhar tem a força do raio que vem de dentro do meu coração



O raio de Iansã sou eu

Cegando o aço das armas de quem guerreia

E o vento de Iansã também sou eu

E Santa Bárbara é santa que me clareia


Eu não conheço rajada de vento mais poderosa que a minha paixão

Quando o amor relampeia aqui dentro, vira um corisco esse meu coração

Eu sou a casa do raio e do vento

Por onde eu passo é zunido, é clarão

Porque Iansã desde o meu nascimento, tornou-se a dona do meu coração


Sem ela não se anda

Ela é a menina dos olhos de Oxum

Flecha que mira o Sol

Olhar de mim.

Dona do Raio: O vento
Dorival Caymi